Senac Rondônia avalia riscos psicossociais relacionados ao trabalho e reforça cuidado com a saúde dos colaboradores

Iniciativa percorre as sete unidades da instituição para identificar fatores da organização do trabalho e orientar ações de prevenção e melhoria do ambiente profissional.

Cuidar das pessoas também é construir ambientes de trabalho mais saudáveis, seguros e acolhedores. Com esse propósito, o Senac Rondônia está realizando a Avaliação dos Riscos Psicossociais relacionados ao trabalho, iniciativa que integra as ações de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) e busca identificar fatores da organização e da gestão do trabalho que podem afetar a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida dos colaboradores.

A avaliação contempla as sete unidades do Senac no estado e considera aspectos como as demandas e o ritmo de trabalho, a autonomia para realizar as atividades, o apoio das lideranças e dos colegas, os relacionamentos profissionais, a clareza das atribuições e a forma como as mudanças são comunicadas.

O foco são as condições de trabalho, e não as pessoas. Por isso, a avaliação não tem caráter clínico, não faz diagnósticos individuais e não avalia o desempenho dos colaboradores. A proposta é compreender a realidade dos ambientes de trabalho, identificar possíveis situações de desgaste e agir de forma preventiva, antes que esses fatores comprometam a saúde das equipes.

Para a diretora Administrativa e Financeira do Senac Rondônia, Giselle Araujo dos Santos, a iniciativa representa o compromisso institucional com a valorização e o bem-estar dos profissionais.

“Para o Senac Rondônia, cuidar das pessoas é uma responsabilidade permanente. Queremos proporcionar ambientes de trabalho cada vez mais saudáveis, seguros e acolhedores, reconhecendo que o bem-estar dos nossos colaboradores está diretamente relacionado à qualidade do trabalho que desenvolvemos. Essa avaliação é uma oportunidade de ouvir nossas equipes, compreender suas realidades e identificar melhorias necessárias. Mais do que atender a uma exigência legal, nosso compromisso é transformar essas informações em ações concretas, fortalecendo uma cultura institucional de cuidado, prevenção e valorização das pessoas”, destaca.

Como funciona

A avaliação é conduzida pelo Grupo Syno Segurança e Saúde Ocupacional, empresa especializada contratada pelo Senac Rondônia, sob coordenação técnica do médico do trabalho Dr. Gilberto Hirokazu Yoshida. A Coordenação de Gestão de Gente acompanha e fiscaliza a execução do trabalho.

A metodologia reúne três fontes de informação: o questionário HSE-IT, desenvolvido pelo Health and Safety Executive, órgão britânico de referência em saúde e segurança do trabalho, em versão adaptada e validada para o Brasil; as entrevistas focais com equipes e lideranças; e a análise de dados institucionais. Nenhum resultado é analisado de forma isolada. As respostas são interpretadas em conjunto com a realidade observada no trabalho, seguindo as Normas Regulamentadoras NR-1 e NR-17 e os guias e manuais do Ministério do Trabalho e Emprego sobre fatores de riscos psicossociais.

O questionário é anônimo, e as entrevistas são confidenciais. Nada do que é dito é atribuído a quem falou, e os resultados são apresentados apenas de forma coletiva, por unidade ou grupo, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018). Situações individuais que precisem de tratamento específico devem ser levadas aos canais institucionais, como a Ouvidoria e o Canal de Denúncias.

De acordo com o médico do trabalho Dr. Gilberto Hirokazu Yoshida, a participação dos colaboradores é fundamental para compreender as condições reais dos ambientes profissionais e orientar as medidas de prevenção.

“A avaliação dos riscos psicossociais permite compreender como a organização do trabalho, as demandas, as relações profissionais e o suporte recebido podem influenciar a saúde dos colaboradores. Por isso, é fundamental ouvir quem vivencia essas situações no dia a dia. Utilizamos diferentes instrumentos, como questionários, entrevistas e análise de informações institucionais, para construir um diagnóstico coletivo e consistente. É importante destacar que não estamos avaliando pessoas, mas as condições de trabalho. A partir dos resultados, será possível propor medidas preventivas e melhorias que contribuam para ambientes profissionais mais saudáveis e seguros”, explica.

Em que etapa estamos

O trabalho começou com o planejamento e o levantamento de informações sobre a estrutura organizacional, cargos, jornadas, documentos de Segurança e Saúde do Trabalho e indicadores institucionais. Em seguida, as equipes e lideranças conheceram a metodologia e responderam a um questionário anônimo e voluntário, aplicado nas sete unidades por meio de links e QR Codes específicos.

Atualmente, a iniciativa está na etapa de entrevistas focais, realizadas presencialmente no próprio ambiente de trabalho. Os encontros com as equipes reúnem grupos de até dez participantes, com duração aproximada de uma hora, e as lideranças participam de entrevistas individuais, também com cerca de uma hora. Em Porto Velho, estão previstos 12 grupos de equipes. Depois, a programação segue para as unidades do interior, com oito grupos distribuídos entre Ariquemes, Pimenta Bueno, Vilhena, Jaru, Ji-Paraná e Cacoal.

O que muda a partir dos resultados

Concluídas as entrevistas, as informações obtidas nos questionários, nos encontros e nos dados institucionais serão consolidadas e analisadas. Cada unidade receberá um relatório técnico com os fatores identificados e um plano de ação com medidas de melhoria, prioridades, responsáveis e prazos. Esse plano passa a fazer parte do programa de gerenciamento de riscos da instituição e será acompanhado ao longo do tempo.

O objetivo é que a avaliação se transforme em mudanças concretas na rotina profissional, contribuindo para a prevenção do adoecimento, o equilíbrio das demandas, a clareza das responsabilidades, o fortalecimento das relações de trabalho e mais qualidade de vida para quem faz o Senac acontecer.

Um compromisso que vai além da legislação

A avaliação atende à atualização da NR-1, que passou a exigir de forma expressa a identificação e o gerenciamento dos fatores de riscos psicossociais no âmbito do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Para o Senac Rondônia, porém, cumprir a norma é apenas o ponto de partida.

Integrada ao Programa de Ergonomia e Bem-Estar, previsto no Plano de Ação 2026 (PAAR), a iniciativa se soma às ações já desenvolvidas pela instituição em Segurança e Saúde do Trabalho, como a SIPAT, a CIPA e os programas de saúde ocupacional, além dos canais de escuta e integridade. A proposta é fortalecer uma cultura de prevenção em que a saúde dos colaboradores seja compreendida de forma integral, considerando não apenas a segurança física, mas também o bem-estar emocional, as relações profissionais e as condições em que as atividades são desenvolvidas.

No ano em que completa 50 anos em Rondônia, o Senac reafirma que sua história é construída todos os dias pelas pessoas que fazem a instituição acontecer. Cuidar de instrutores, equipes administrativas, profissionais de apoio e lideranças é também investir na qualidade dos serviços oferecidos aos alunos, às empresas e à sociedade. Mais do que produzir relatórios, a avaliação busca transformar a escuta dos colaboradores em ações concretas, fortalecendo ambientes de trabalho mais saudáveis.

Dúvidas sobre a avaliação podem ser encaminhadas à Coordenação de Gestão de Gente.

Senac Rondônia. Juntos, construímos futuros.